Ring the Alarm, Tenor Saw is dying

Março 27, 2008

Uma música que sempre me vem à cabeça, juntamente com o cantor, é a Ring The Alarm, do Tenor Saw. O começo dela, ‘ Rrrrrrring! Rrrrrrrrring! Ey, ring di alarm, ey, wo. Ring di alarm and not a sound is dying’, foi usado ad infinitum em sampler, numa série de músicas de ragga, e em outros estilos além. Isso vinte e dois anos antes da Beyoncé criar uma música com o mesmo nome, tornando a tarefa de achar a letra pra essa track um martírio.

A música é de 85, o riddim é o Stalag17. Os destaques do cara são a Pumpkin Belly, que usa o Sleng Teng riddim, o primeiro digital já feito, e o Roll Call. Além desses, uma que não deve sair do player nunca é a Lots of sign. “Life’s one big road with a lots of sign. Signs in both sides, come on, come on”. Além de letras fodas, o cara é com certeza um dos melhores deejays que me recordo. O feeling dele é inconfundível, e consegue casar bem o riddim ao vocal, coisa que nem todo vocalista de dancehall faz. Talvez isso explique porque ele seja tão sampleado no dancehall, o cara foi uma das grandes influências no começo, criando tunes que serviu de inspiração até depois da sua morte.

A maior tristeza da história do cara é que ele fez seu maior sucesso, ring the alarm, em 1985, e morreu em 1988, aos 22 anos, em Houston, por um carro em alta velocidade. O cara foi até homenageado pelo Supercat, com a música Nuff Man a Dead.


Mr Lover Man! Shabba!

Fevereiro 22, 2008

Aaaaah, quem não lembra do refrão ‘Mister lover man…SHABBA!’ ? O cara fez um sucesso do caralho na onda de um pequeno boom do dancehall, que também trouxe Shaggy com Bombastic. Nasceu na Sturgetown com o nome de Rexton Gordon e não cria mais nada desde seu dueto com King Jammy, porém é um dos ícones do slackness e das letras apimentadas do Dancehall estourado fora da Jamaica.

Um dos seus primeiros nomes foi Co-Pilot porque na Sound System fazia par com o selecter Navigator, e com ele lançou o single ‘heat under sufferer’s feet’, o calor sob os pés do sofredor.
Em 1989 o sexo virou o alvo de Shabba e lançou mais de cinquenta singles, muitos virando hits, como Live Blanket, e seu primeiro som a estourar, Telephone Love, do álbum Rappin with the ladies.

Seu clássico está presente, juntamente com Pirate’s Anthem, no LP holdin’ on. Mr Lover Man estourou nas rádios e teves, sem perdão. Até hoje muitos lembram dele gritando fanho o próprio nome após o coro Lover Lover. O cara depois dessa nunca mais emplacou nada internacionalmente e por isso ainda é visto como um artista ‘one hit wonder’.

Além disso, foi um artista controverso e com participações com grandes artistas, como Maxi Priest, Chuck Berry e KRS-One. Porém empersonificava um lado da Jamaica até então desconhecido para estrangeiros, com declarações como ser a favor da crucificação de homossexuais e letras dizendo que seria divertido se a Jamaica legalizasse armas para matá-los, na música No Mamma Man, ‘Homem sem mãe’. Essas polêmicas, entre outras, são dadas como razão para seu declínio sem volta. Porém, a homofobia é algo comum na jamaica e seus artistas, portanto, não se espantem se algo do tipo for citado com outros artistas.

Fiquem com uma track do cara que fez a cabeça das mulheres em Barbados, Twice my age, ‘O dobro da minha idade’.